quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Notas VI - Destruir para Reconstruir



Lá se vai setembro, o nono mês do ano, onde houve um choque interno em cada um de nós, pois para se construir algo novo, precisa destruir o velho... Mas quem disse que se desapegar de algo é fácil?...
O medo sempre esta ao nosso lado, pois é muito mais fácil se segurar em algo que conhece do que se arriscar em algo novo. Mas seria nos limitar muito querer utilizar somente o que conhecemos, tornaríamos ignorantes, exatamente por ignorar o que não conhecemos. Sei que foi um momento duro para cada um, mais o importante mesmo é conseguir tirar uma mensagem disso tudo, aquela mensagem que sabemos que era necessário aprender com toda essa severidade que caia por nossos ombros. Sim, tudo que é ruim tem uma proposta boa no fundo, como disse, largar velhos hábitos não é fácil, e tudo tem que ter um sacrifício, ou um preço a se pagar no final, não importando a quantia, mas sim o resultado da mudança interior. Agora na primavera, estamos juntando os nossos destroços, para reconstruir algo novo. O aprendizado que tive neste tempo todo, é nos livrar da ideia de controle... Sim, não podemos controlar as coisas a nossa volta, só podemos nos controlar, o que já é bem difícil. Temos que aprender a observar o que temos, e parar de exigir o que não temos, eliminar toda essa compulsividade por preencher um vazio que nunca se preencherá desta forma. Temos exatamente o necessário para sermos felizes ao nosso redor, só basta silenciar a mente, parar um instante para observar  e perceber como você é sortudo, por estar exatamente onde se encontra. Pare de tentar mudar as pessoas, isso é inútil, só podemos nos mudar... Preste atenção, quando enxergar um erro em alguém, no mesmo instante pare e pense, se você mesmo não comete esse erro, e lute para muda-lo. Sempre nos projetamos em outras pessoas, ou seja, o próximo funciona como um espelho, o que conseguimos enxergar, é nossa imagem distorcida... Aproveite esse tempo para realizar a maior mudança que puder em seu interior, pois é a época que nascem as mais belas flores, e uma delas pode ser você...

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Notas V - O inverno da Alma


Quando o outono chega, tudo muda. O voo dos pássaros são  melancólicos, o vento sopra com agonia e o próprio balanço das folhas é triste. Existe uma profunda mudança interna, onde até os sorrisos são mais amarelos. É o momento onde as folhas caem, sim as folhas que outrora já foram lindas e resplandeciam o brilho da primavera, onde borboletas voavam deixando seu mistico  magnetismo no ar. Na medida em que entramos no outono, caminhamos seguidamente pro inverno... o inverno da alma, é onde deixamos de nos iludir pela nossa beleza exterior. Exatamente quando estamos igual uma arvore morta por fora, é o momento de focar nas nossas raízes, pois elas nunca mudam. Sim, se quisermos nos encontrar temos que ir para o local mais obscuro e úmido do nosso ser, e reaprender tudo que somos novamente, para se iniciar um novo ciclo, onde a partir de nossa beleza interior, podemos novamente renascer, assim como a fênix das cinzas, e mostrar nossa beleza exterior outra vez com a chegada da primavera. Nossos sorrisos voltam a ser mais intensos, existe uma beleza misteriosa em todo o ar. E o universo conspira... Para adentrarmos em outra morada de nosso ser, talvez a mais bela, onde o Amor é o guia.

sábado, 12 de setembro de 2015

Notas IV - Desespero e vidros quebrados


Gotas salgados como o mar em desespero caem sem ter controle algum.Como uma tempestade de verão. Um olhar profundo diz que fiz o melhor que poderia ter feito, mas a dor aperta o coração debilitado. A luta ainda não acabou, ela bate na porta todos os dias querendo sugar mais e mais a sua força, como uma prova de que ela realmente existe... Ela realmente existe?
O coração se quebra como cacos de vidro de uma garrafa de bebida que foi usada e jogada ao alem.
Como essa casa cheia de remendos, tento achar meu caminho...meu caminho...
Fique de pé enquanto o mundo desaba ao seu redor, fique de pé por quanto tempo aguentar, já caiu varias vezes, sempre teve uma mão amiga para te puxar da sua cova, onde seu espirito jazia obliterado nas trevas. Desespero é como o  sangue que escorre, o desejo de obter a morte, ou a chave do paraíso, sim um mórbido desespero.
Vejo uma luz no fim da estrada, o caminho ainda é longo... Não tenho outra escolha.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Notas III - A cidade onde as luzes se apagam



A cidade dorme outra vez, embalada no abraço da fria noite úmida de Itajubá.
Do alto desta colina sinto o vento intenso, que leva a fumaça de um cigarro quase extinto.
As cinzas caem na terra fria, onde o destino de todos se aproxima devagar, assim como essas luzes se apagam pela manhã. A terra clama por alimentar-se de nossa essência, onde deixamos um legado para os vermes se alimentarem. Como conseguir olhar pra trás sem se arrepender? Só não ter medo... Não ter medo de apostar tudo... Sei que não temos muito a perder, até porque não levarei nada daqui a não ser o que aprendi. Sempre tive a fascinação pela morte, não tenho medo de morrer, talvez seja isso que me aproximou mais de viver, ou melhor, vivenciar. Creio que só podemos entender a vida, quando vivenciamos a morte diante dos nossos olhos. E somente quando a luz quase nos deixa, que estamos aptos a poder sentir cada detalhe, exatamente cada detalhe que nunca tínhamos parado para pensar por um minuto sequer... Nunca paramos para sentir o poder que tem um sorriso, ou até mesmo aquele olhar inocente de uma criança que vive da sua forma mais verdadeira. Só conseguimos saber o que é paz, quando entramos em guerra, sim, uma guerra consigo mesmo, para eliminar o desnecessário. Só sabemos o que é amor, quando temos que enfrentar o ódio que vibra o coração.
Só sabemos o que é conhecimento, quando somos tomados pelo impulso da ignorância. Eu tinha aprendido a viver, por que também tinha aprendido a morrer... E agora estou apto a fazer tudo isso pela ultima vez... E espero ansioso pelo abraço da terra fria.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Notas II - Pela Noite Adentro



Assim como a noite tem o poder de modificar a minha psique, meu conhecimento é como os galhos que perfuram a escuridão da ignorância. A luz da lua alimenta meus sentimentos, que vão fluindo de acordo com as fases que morrem com o passar do tempo. São tempos onde a terra é escura, própria para semear, então nossa obrigação é escolher bem as sementes. É o tempo de aprender, de  silenciar a língua que cospe o veneno mortal da projeção dos nosso erros, e sim poder enxergar através do véu que foi colocado diante dos nossos olhos. Sim, conseguir fechar os olhos e enxergar alem do físico, onde só a sua mente, que é ilimitada, poderia te levar, deixando pra trás toda a densidade da matéria e da ignorância. Temos que aprender a ouvir a natureza que se cala em sua própria essência outra vez. De uma vez por todas libertar o que temos de melhor dentro de nós, e expor sem medo de sermos taxados de loucos, ou melhor, por fim, conformar com sua loucura para poder admirar a do próximo.
Sim, cada dia tem sido como uma dura lição em meu coração, para que eu aprenda finalmente a ser o que sou de melhor, e que possa intensificar meus sentimentos e com isso amplificar a minha capacidade mental.