sábado, 12 de setembro de 2015

Notas IV - Desespero e vidros quebrados


Gotas salgados como o mar em desespero caem sem ter controle algum.Como uma tempestade de verão. Um olhar profundo diz que fiz o melhor que poderia ter feito, mas a dor aperta o coração debilitado. A luta ainda não acabou, ela bate na porta todos os dias querendo sugar mais e mais a sua força, como uma prova de que ela realmente existe... Ela realmente existe?
O coração se quebra como cacos de vidro de uma garrafa de bebida que foi usada e jogada ao alem.
Como essa casa cheia de remendos, tento achar meu caminho...meu caminho...
Fique de pé enquanto o mundo desaba ao seu redor, fique de pé por quanto tempo aguentar, já caiu varias vezes, sempre teve uma mão amiga para te puxar da sua cova, onde seu espirito jazia obliterado nas trevas. Desespero é como o  sangue que escorre, o desejo de obter a morte, ou a chave do paraíso, sim um mórbido desespero.
Vejo uma luz no fim da estrada, o caminho ainda é longo... Não tenho outra escolha.

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